O First Four é uma fase preliminar em que oito equipes universitárias se enfrentam em busca de quatro vagas no torneio da NCAA. O primeiro First Four aconteceu em 2011. De lá pra cá todos os anos pelo menos uma equipe que passa pelo First Four chega a uma fase mais adiante no torneio principal. Estas oito universidades são escolhidas de forma diferente. Entenda:

  • Quatro universidades campeãs de torneios de suas respectivas conferências jogam entre si por duas vagas no torneio da NCAA. As duas equipes vencedoras recebem a seed de número 16. Estas quatro universidades são de quatro Mid Majors com o nível técnico mais baixo apresentado ao longo da temporada.
  • As outras quatro universidades são convidadas pelo comitê. Este convite costuma ser a equipes que tiveram uma boa temporada, mas que não conseguiram uma classificação direta ou que não tiveram um desempenho que chamasse a atenção do comitê para entrarem direto na fase principal do torneio. Estas equipes podem ser de conferências maiores ou não, mas todas devem ter um recorde positivo na temporada (mais vitórias que derrotas) para participarem. As equipes vencedoras recebem a seed de número 11 no torneio da NCAA.

Para um entendimento completo de cada fase do torneio da NCAA, clique aqui.

FIRST FOUR
Confronto: #11 St Bonaventure vs #11 UCLA
Quando: Terça-Feira (13/03) às 22 hs
Onde: ESPN+ / WatchESPN

#11 St Bonaventure Bonnies

Dois anos atrás, o treinador Mark Schmidt e sua equipe St Bonaventure foram desprezados pelo comitê de seleção da NCAA depois de ganhar o título da temporada regular na Atlantic-10. Mas agora, os Bonnies estão de volta ao torneio pela primeira vez desde 2012 e são uma das equipes mais perigosas do First Four, graças a um dos melhores backcourts da nação.

Ponto Forte: Ter um dos melhores duos no perímetro dão aos Bonnies uma chance excelente de vencer qualquer equipe. Jaylen Adams e Matt Mobley somam mais de 35 pontos por jogo na temporada e a bola de três pontos é a principal arma dessa equipe, tanto é que foram classificados como o 21º melhor time da nação em porcentagem de acertos nas bolas de três.

Ponto Fraco: Os Bonnies são uma equipe relativamente baixa e costumam sofrer muito contra equipes que possuem atletas altos e habilidosos no garrafão. Ikpeze é a melhor opção dos Bonnies, mas é ofensivamente limitado e costuma sofrer com as faltas. Griffin, um ala que atua como ala-pivô na maior parte do tempo, faz o que pode para ajudar, mas seu tamanho (1,98m) não contribui para o sucesso muitas vezes. Equipes com pivôs habilidosos são um problema sério para os Bonnies.

Fique de Olho: O armador senior, Jaylen Adams (foto) é a estrela desta equipe. Sua capacidade de arremessar de qualquer lugar da quadra é sua principal característica. Adams está entre os 15 melhores arremessadores da nação em bolas de três pontos (47,7% 3pts) e marcou 40 e 44 pontos em jogos consecutivos nesta temporada. Conhecido por não forçar arremessos, Adams é um excelente passador e é um dos melhores arremessadores em transição na NCAA.

#11 UCLA Bruins

O treinador Steve Alford teve sérios problemas com a montagem da equipe, graças a uma polêmica no início da temporada quando três calouros se envolveram num furto de objetos na China. O problema acabou fazendo com que a rotação da equipe fosse prejudicada, visto que os atletas em questão foram punidos pela temporada toda. Apesar disso, Alford conseguiu fazer um bom trabalho com a equipe, substituindo quatro atletas do quinteto inicial da temporada passada e dando mais responsabilidades a Aaron Holiday e Thomas Welsh.

Ponto Forte: A UCLA é uma equipe ofensiva muito boa. Foi boa o suficiente durante a temporada regular para se classificar entre as 20 melhores equipes em eficiência ofensiva. O ataque da UCLA funciona muito bem quando o ritmo é acelerado e constante, já que Wilkes, Hands e Ali são atléticos e conseguem se beneficiar da criatividade de Aaron Holiday.

Ponto Fraco: O maior problema da UCLA é sem dúvidas a falta de consistência. Os altos e baixos tanto na defesa como no ataque variam muito no decorrer dos jogos e é provavelmente por isso que essa equipe conseguiu vencer equipes como Arizona e Kentucky, mas também conseguiu perder para Colorado (duas vezes) e Oregon State.

Fique de Olho: Aaron Holiday (foto) não foi um Lonzo Ball mas sem dúvidas conseguiu ser um dos melhores armadores da NCAA nessa temporada. Tudo o que os Bruins fazem ofensivamente passam por Holiday. Ele liderou a PAC-12 em pontos por jogo (20,4), e ficou no segundo lugar em assistências. Nenhum jogador na conferência foi mais vital para o sucesso de sua equipe do que Holiday.

FIRST FOUR
Confronto: #11 Arizona State vs #11 Syracuse
Quando: Quarta-Feira (14/03) às 22 hs
Onde: ESPN+ / WatchESPN

#11 Arizona State Sun Devils

Os dois primeiros anos de Bobby Hurley em Tempe foram de mais derrotas do que vitórias e sem nenhuma participação em pós-temporada. Nesta temporada, o Arizona State Sun Devils se tornou uma das cinco melhores equipes da NCAA antes do natal, graças a um desempenho ofensivo absurdo (91,8 pontos por jogo) e um registro de 12 vitórias e nenhuma derrota. Então veio a temporada conferencional e tudo mudou. O small ball de Hurley parou de funcionar quando os arremessos pararam de ser consistentes. Os Sun Devils então perderam 10 jogos na conferência e apesar disso, conseguiram uma vaga no march madness.

Ponto Forte: Apesar da queda de produção nos jogos da conferência, o ataque de Arizona State é dinâmico e liderado pelos armadores da equipe pode ser fatal. A principal característica dessa equipe está em espalhar os atletas pela quadra e rodar a bola até encontrar alguém livre para pontuar.

Ponto Fracoa formação com quatro armadores expôs a equipe a uma problema grave: Rebotes. O Sun Devils terminaram a temporada com a posição 240 em rebotes e quando os arremessos não funcionaram muito bem, a equipe terminou com derrota na partida.

Fique de Olho: Apesar de seus problemas nos jogos da conferência, Tra Holder (foto) continua a ser a peça central para o ataque de Arizona State. Holder é um armador scorer que procura primeiro pontuar, para depois distribuir o jogo para Evans e Justice. Seu declínio é similar ao dos Sun Devils. Ele tinha médias de 21,4 pontos por jogo quando a equipe estava 12-0 na temporada e caiu para 16,6 pontos por jogo de Janeiro a Março.

#11 Syracuse Orange

Nos últimos anos, Syracuse tem convivido com as incertezas de Março, sempre sofrendo para conseguir uma vaga no torneio da NCAA. O plantel de Jim Boeheim superou um êxodo em massa de talentos graças aos esforços literalmente incansáveis ​​dos armadores Tyus Battle e Frank Howard, que raramente saem de quadra para descansar. A dupla de backcourt dinâmica combinam em média para 34,8 pontos por jogo, o que ajudou Syracuse a sobreviver na ACC, facilmente reconhecida como a conferência mais forte do College.

Ponto Forte: Apesar de Jim Boeheim ser conhecido por estabelecer fortes defesas na famosa zona 2-3, o ponto forte da equipe está no ataque. O ataque de Syracuse, costuma trabalhar muito com isolations e bloqueios para que a dupla dinâmica, Battle e Howard possam decidir com mais liberdade e facilidade a partir das bolas de três pontos ou infiltração. Felizmente, Além da dupla, Oshea Brissett emergiu como uma terceira opção viável com a temporada em andamento e já é uma peça importante para a equipe.

Ponto Fraco: A falta de consistência nos arremessos é o principal problema dos Oranges na temporada. A equipe ficou entre os piores da ACC em eficiência no arremessos de quadra e também nos arremessos de longa distância. Era comum ver Syracuse sofrer durante os jogos com longos minutos sem converter uma cesta sequer, fazendo assim que a maioria das derrotas viessem em determinados períodos de “apagão da equipe”.

Fique de Olho: Tyus Battle (foto) é a estrela dessa equipe e a média 38 minutos em quadra indica bem a importância que tem para essa equipe. Com médias de 19 pontos por jogo, Battle é um prolífico cestinha, mas precisará melhorar na bola de três para conseguir levar sua equipe adiante no torneio da NCAA.

FIRST FOUR
Confronto: #16 LIU Brooklyn vs #16 Radford
Quando: Terça-Feira (13/03) às 19:40 hs
Onde: ESPN+ / WatchESPN

#16 LIU Brooklyn Blackbirds

LIU Brooklyn conseguiu um feito imenso ao vencer o favorito Wagner, ganhando uma vaga no torneio da NCAA. Depois de lutar para sobreviver na conferência Northeast durante a maior parte da temporada, os Blackbirds estavam com 13 vitórias e 16 derrotas em 21 de fevereiro. Desde então, LIU Brooklyn ganhou cinco jogos consecutivos, incluindo o jogo do titulo de sua conferência.

Fique de Olho: Joel Hernandez é o cara de LIU Brooklyn e teve a melhor porcentagem em arremessos de quadra de sua equipe e da conferência nessa temporada, contribuindo com 20,6 pontos por jogo. Hernandez é um armador slasher, eficaz com a bola em suas mãos e também capaz de matar uma bola de 3 se tiver liberdade.

#16 Radford Highlanders

Radford ao derrotar Liberty com um buzzer beater sensacional na final da conferência Big South. Depois de herdar um programa que terminou 5-24 em 2010-11, o treinador Mike Jones superou nesta temporada a marca de 20 vitórias pela terceira vez nas últimas cinco campanhas.

Fique de Olho: Ed Polite Jr. liderou o time em pontos e rebotes. Ele é um pesadelo para os adversários dado seu tamanho (1,95) e conjunto de habilidades. Radford não perdeu um jogo sequer em que tenha marcado 20 pontos nesta temporada (6-0), ressaltando sua importância para o sucesso da equipe. Ele usa muito sua velocidade na transição e arremessou 55 por cento na média distância nessa temporada.

FIRST FOUR
Confronto: #16 North Carolina Central vs #16 Texas Southern
Quando: Quarta-Feira (14/03) às 19:40 hs
Onde: ESPN+ / WatchESPN

#16 North Carolina Central Eagles

Pela terceira vez em cinco temporadas, os Eagles estão no torneio da NCAA após uma vitória inesperada na MEAC. A equipe entrou na pós-temporada com um 15-13 e sem nenhuma aspiração, mas jogaram um basquete de alta qualidade ao derrubar Hampton, favorita no torneio da conferência.

Fique de Olho: Raasean Davis, pivô de 2,05m, é uma força no post baixo e é o protetor de aro mais eficaz dos Eagles. Vindo de transferência de Kent State, Davis lidera NC Central em pontuação (15,3 PPG) e rebotes (7,9 RPG), e está classificado entre os onze principais percentuais em arremessos de quadra (66,4). Os Eagles perderam os dois jogos em que ele não participou nessa temporada.

#16 Texas Southern Tigers

De volta ao torneio da NCAA pela quarta vez nas últimas cinco temporadas, os Tigers conseguiram chegar ao torneio mesmo não sendo favoritos e tendo um registro de mais derrotas que vitórias na temporada (15-19). Com uma sequencia de sete vitórias consecutivas e vencendo na final da conferência Arkansas-Pine Bluff, que também não era favorita, os Tigers chegam ao torneio com a aparência de serem talvez a mais fraca entre todas as equipes.

Fique de Olho: O melhor jogador da equipe é o segundo anista Demontrae Jefferson, armador de 1,70 m que tem médias de 23,7 pontos por jogo (e faz isso arremessando mais de 40% do perímetro e 80% lance livre). Jefferson lembra muito Isaiah Thomas no seu estilo de jogo, por ser destemido e encarar qualquer pivô que estiver em sua frente. Jefferson jogou muito bem contra alguns dos melhores times da NCAA nessa temporada: 29 pontos contra TCU, 24 pontos contra Baylor, 22 pontos contra Clemson, 24 pontos contra Kansas e 20 pontos contra Gonzaga. É um currículo e tanto para o baixinho bom de bola.

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